Delmiro Gouveia (AL)
Compra de votos na madrugada
Toque de recolher

A descrição mais recorrente de compra de votos em Delmiro Golveia (AL) é a compra de votos na madrugada: “as pessoas ficam nas portas das casas, não todos, mas uma boa parte, esperando políticos passarem”, segundo o estudante Fábio Rodrigues, que chegou a ver colchões nas ruas do município na madrugada.

“A compra de votos continua do mesmo jeito. Só não tem mais a fila para receber. É mais escondida. É uma coisa cultural. A divulgação contra a compra de votos é maior, mas ela continua. Faça teste indo de casa em casa dizendo que é cabo eleitoral de algum partido e peça voto. A pessoa vai dizer quanto quer para votar”, sentenciou o policial federal Ricardo Alves. Para o promotor eleitoral de Delmiro, João Batista Filho, a compra de votos é mais grave no sertão. “Aqui é um vício, fica esperando o dia da eleição pra ganhar dinheiro”, concordou o juiz eleitoral Paulo Zacarias.

Mas mesmo com um grande aparato de vigilância – como o montado em Delmiro Golveia – é difícil efetuar flagrantes e prisão por compra de votos. Na semana que antecedeu as eleições no município, apenas três pessoas foram presas em flagrante por compra de votos. Elas faziam parte da coordenação da campanha de Lula Cabeleira e foram liberadas alguns dias depois.

A dificuldade apontada pela PF enviada à Delmiro e pelo promotor eleitoral é a de configurar a compra de votos. “É muito sutil. Se for entrega de material de construção, verifica quem está comprando, pede nota fiscal, quem está entregando. Já dinheiro é difícil. A não ser se tiver muito dinheiro”, disse o delegado da PF Antônio Delfino.

“A prova posterior pra compra de voto é uma prova tão difícil da maneira que está posto no Código Eleitoral. ..É praticamente preciso que você encontre a pessoa entregando dinheiro pra outra e em troca dizendo ‘vote em mim porque eu estou lhe pagando pelo voto’. É difícil flagrar. Você pode encontrar circunstâncias que façam supor, presumir que está acontecendo compra de votos”, avaliou o promotor João Batista.

“Aí veja o coquetel. Como é que você pode exigir cidadania, dizer olha seu voto é cidadão, enquanto você não é cidadão economicamente, não é cidadão porque não tem acesso a escola, não tem acesso à saúde. Então é muito complicado. Essa é a grande contradição, o grande dilema de uma democracia de um país do terceiro mundo”, comentou Adriano Soares, advogado da coligação de Lula Cabeleira e reconhecido especialista em direito eleitoral.


  1. joao

    olha Delmiro vai sempre ser uma cidade sem lei e sem dono enquanto lula cabeleira estiver dominando infelismente,,,,,,ele é quem manda e desmanda……ate Deus obedeçe a ele……jurou os secretarios de governo…..

    jan 14, 2011 @ 0:04


  2. joao

    e voçe tem que concordar viu eu sou uns dos secretarios dele e se eu descubrir quem é voçe…….vou te perseguir…..e colocar voçe no olho da rua……aqui na prefeitura so fica quem é do grupo…..acho que ja sei quem é voce ,voçe deve ser o tadel bobel……vamos cortar a tua verba aqui da prefeitura…..

    jan 14, 2011 @ 0:08

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