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A “doença da política” torna comuns brigas entre adeptos dos dois grupos. Na ansiedade que antecedeu as grandes caminhadas de 21 de setembro, a duas semanas das eleições, às 10h30 senhores com mais de sessenta anos e ligados a candidatos diferentes trocaram golpes de guarda-chuva na praça da Prefeitura, no centro da cidade. Os três saíram bastante feridos e um deles foi conduzido ao hospital. “Isso aqui nos domingos vira um pandemônio. Pode se preparar que ainda vai ter muito mais”, alertou o soldado Thiago Moraes, da PM-SE, ainda no local da ocorrência.
Em “tempo de política”, como as pessoas se referem ao período eleitoral, as casas e comércios da cidade são tomados por bandeiras vermelhas e amarelas, estampadas com o 40, de Maria Mendonça, e vermelhas, estampadas com o 15, de Luciano. Dá a impressão de haver tantos carros plotados e com adesivos dos candidatos quanto carros anônimos na política. Pelo contrário, muita gente não diz em quem vota de jeito nenhum, como os vendedores do Ceasa de Itabaiana. Eles temem sofrer represálias – como a transferência de suas bancas para um local onde a venda é menor – caso o candidato vencedor não seja o seu. A paixão política em Itabaiana gera apostas entre os eleitores. Os apostadores de Maria Mendonça ficam na Praça da Prefeitura e os de Luciano Bispo na Praça João Pessoa. |
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